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Bebê prematuro: cuidados essenciais após a alta hospitalar

  • Foto do escritor: Dra. Camila Lopes
    Dra. Camila Lopes
  • 1 de set. de 2025
  • 4 min de leitura

Ter um bebê prematuro é viver uma montanha-russa de emoções: a alegria imensa pelo nascimento vem acompanhada da insegurança sobre como cuidar de alguém tão pequeno e delicado. 


bebê prematuro segrando a mão da mamãe - dra camila lopes pediatra em são paulo

Se você está passando por isso, saiba que não está sozinha. Como pediatra e neonatologista em São Paulo, quero te ajudar a entender a prematuridade e conhecer todos os cuidados que você deve ter com o seu bem mais precioso após a alta hospitalar.


O que significa ser prematuro?

Chamamos de prematuro todo bebê que nasce antes das 37 semanas de gestação. Mas existem diferentes graus:

  • Prematuros extremos: nascem antes das 28 semanas.

  • Muito prematuros: entre 29 e 33 semanas.

  • Prematuros moderados e tardios: entre 34 e 36 semanas.


Cada grupo tem suas particularidades, mas todos eles precisam de atenção redobrada e acompanhamento próximo.


Como é um bebê prematuro nos primeiros dias?

É normal que os pais estranhem algumas características logo após a alta:

  • O bebê costuma ser menor e ter menos gordura corporal.

  • A pele pode ser mais fina e delicada.

  • Ele sente mais dificuldade em manter a temperatura.

  • Dorme bastante, mas se cansa rápido na hora de mamar.

  • Em alguns casos, pode ter dificuldades para respirar ou sugar.


Esses sinais não são motivo para desespero. Eles apenas mostram que o bebê ainda está amadurecendo fora da barriga e, com o tempo, vai conquistar novas forças.


Cuidados em casa após a alta hospitalar

A ida para casa é um momento de vitória, mas também cheio de dúvidas. Aqui vão os pontos que merecem mais atenção:


1. Temperatura e conforto

O bebê prematuro perde calor com facilidade. Mantenha o ambiente agradável, evite correntes de ar e vista-o em camadas leves. Mas cuidado: o excesso de roupa também pode atrapalhar.


2. Higiene e visitas

As defesas e anticorpos do prematuro ainda estão se formando. Lave bem as mãos antes de pegar o bebê e, nos primeiros meses, evite muitas visitas. Se receber alguém, o uso de máscara é uma boa medida de proteção.


3. Alimentação

O leite materno é o melhor alimento para o prematuro, ajudando na imunidade e no crescimento. Mas sabemos que nem sempre a amamentação é simples. Em alguns casos, pode ser necessário complementar com leite de banco de leite humano ou fórmulas específicas. Essa decisão deve sempre ser acompanhada pelo pediatra.


4. Vacinas

O calendário vacinal é um grande aliado da saúde do bebê prematuro. Como eles têm um sistema imunológico ainda mais frágil, a vacinação ganha uma importância ainda maior nesse início de vida.


Mesmo que alguns pais sintam receio porque os bebês são pequenos e parecem tão delicados, é importante saber que as vacinas são seguras e fundamentais para prevenir doenças graves, como pneumonia, meningite e coqueluche.


👉 É essencial manter todas as doses em dia!


5. Consultas frequentes

Nos primeiros meses após a alta hospitalar, o bebê prematuro precisa de um acompanhamento mais próximo do pediatra. Essas consultas frequentes não são apenas para “pesar e medir”, mas sim para observar o bebê como um todo.


Além de avaliar o peso, crescimento e marcos de desenvolvimento — como segurar a cabeça, reagir a estímulos e começar a interagir — o médico também acompanha aspectos importantes como a respiração, o coração e até mesmo o tônus muscular. Isso porque, em alguns casos, prematuros podem apresentar dificuldades respiratórias, sopros cardíacos ou um desenvolvimento motor um pouco mais lento, que precisam ser identificados cedo.


Outro ponto essencial é o acompanhamento da alimentação. O pediatra vai verificar se o bebê está mamando bem, se precisa de suplementação com fórmula específica, ou até se há necessidade de apoio de outros profissionais, como fonoaudiólogos, no caso de dificuldades de sucção e deglutição.


👉 Essas consultas também são momentos importantes para os pais: espaço para tirar dúvidas, compartilhar inseguranças e receber orientações práticas de quem entende o processo de prematuridade. Por isso, não encare o acompanhamento apenas como rotina, mas como uma oportunidade de garantir que o bebê está se desenvolvendo com todo o cuidado que precisa.


A importância da idade corrigida

Muitos pais ficam ansiosos ao comparar o desenvolvimento do prematuro com o de outros bebês. Por isso, usamos o conceito de idade corrigida até os 2 anos de vida.


👉 Exemplo: um bebê que nasceu com 30 semanas (7 meses de gestação). Quando tiver 4 meses de vida, sua idade corrigida será de 2 meses e meio.


Isso significa que o desenvolvimento deve ser avaliado considerando esse “ajuste”, e não apenas a idade de calendário.


O papel da família

Cuidar de um bebê prematuro exige dedicação, paciência e muito amor. É comum que os pais se sintam cansados ou ansiosos, e tudo bem pedir ajuda. Apoio psicológico, grupos de mães e familiares próximos podem trazer mais segurança e tranquilidade.


Cada conquista do bebê, por menor que pareça, é motivo para comemorar. Com o tempo, o que hoje parece frágil se transforma em força e saúde. E o acompanhamento médico constante dá a certeza de que cada passo está sendo dado no momento certo.



✨ Se você está vivendo essa experiência, lembre-se: não existe manual único. Cada bebê é especial e precisa de um olhar individualizado. Ter ao lado um pediatra de confiança ajuda a transformar a insegurança em acolhimento e tranquilidade para toda a família.



Dra. Camila Lopes Pediatra e Neonatologista C͏R͏M͏ 2͏0͏7͏1͏8͏6͏ S͏P͏ | RQE 118209 | RQE 118291

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